quinta-feira, 4 de outubro de 2012
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
E que venha mais um ano

Ufa! E se vai mais um ano. Não sei se é impressão minha ou o tempo esta passando muito rapido? Acho que trabalhamos muito e perdemos a noção do tempo. Queremos fazer tudo e tentar descolar uma graninha extra. E justamente ela é que toma nosso tempinho extra. Extra para um cinema, para um passeio ao parque ou até mesmo ficar sem fazer nada jogado no sofá da sala - aliás, faz tempo pra caramba que não faço isso.
Mas deixando as lamentações de lado, o importante foi ter conquistado tantas coisas. E claro, espero que você também tenha conquistado suas prioridades. Ano passado fiz uma lista e relendo hoje, consegui colocar em prática pelo menos 70% dos meus projetos. Deixei de discutir a toa, ampliei a tatuagem no braço, consegui um trabalho a mais, além da Kiss claro, consegui ler dois dos dez livros que estavam me esperando, fiquei mais próximo da familia, mesmo viajando tanto como tenho feito. Sim, viajando. Mas são viagens a trabalho e elas não contam como diversão.
Me dediquei mais ao corpo. Estou treinando mais, mesmo sem tempo. O ruim é levantar as 6h da manhã em dia chuvoso ou meio frio. Mas vale a pena. Me aproximei mais dos amigos que ha tempos não via e ligo mais vezes para minha mãe. Estava em débito com ela. Acho que esse ano consegui pagar um pouquinho da dívida..rs
Como esse será o último post desse ano, quero aproveita e dizer aqui que curti muito, mas muito mesmo estar com você. Sei que não é fácil o seu dia-a-dia. Acredito que de ninguem seja "bolinho". E arrumar um tempo pra ligar o rádio, perder um pouco do tempo pra me ouvir e saber o que penso e o digo, pra mim, não tem como agradecer.
Desejo de coração, que 2012 seja melhor para mim e para você. Que possamos estar aqui no final do ano que vem refletindo como foi o ano que passou e das nossas conquistas. Que possa te encontrar mais realizado ou realizada. Que tenha encontrado um novo amor ou ter "afinado" esse relacionamento que nao ata e nem desata. Que deixou o trabalho tacanho e resolveu dar a cara a tapa e descolar aquele trabalho dos sonhos. Ou simplesmente tomou
coragem e foi conhecer a America do Sul com uma mochila e alguns reais no bolso. Enfim, que eu e você possamos contar as vantagens e desvantagens de viver...simplesmente, viver.
Um otimo ano novo para você. Que 2012 seja simplesmente, MARAVILHOSO.
Juizo! E ano que vem, to por aqui.
Alexandre Gomes
Vá atrás do seu Sonho

Saudade da minha criança

terça-feira, 17 de maio de 2011
São Paulo, refém de um governo sem iniciativa

Hoje pela manhã fiz algumas críticas ao governo do Estado de São Paulo devido o caos que se encontra o metrô linha vermelha. Atraso, composições lotadas e lentidão na via. Enfim, o transporte público em SP é um lixo e isso não é segredo para ninguem. Para minha surpresa, após ler o texto no ar, recebi uma ligação da direção da emissora que trabalho para dar satisfação das críticas que fiz ao senhor governador.
Segue abaixo o texto.
Mais uma vez o metrô de SP deixa a desejar. Usuários que embarcaram na estação de Itaquera levaram uma hora para chegar ate a estação Sé. Trecho que normalmente fariam em 35 minutos. E pior... a falta de informação pelo motivo de tanta lentidão na circulação e na retenção de passageiros nos bloqueios. Falta de investimento é publico e notória. Para especialistas esse é o resultado de tantos anos de um único partido se revezando no governo do estado de SP. Ao todo são mais de duas décadas de tucanato.
O metrô é considerado o mais eficiente meio de transporte urbano por não dividir espaço na superfície com outros veículos. Em São Paulo, metrópole que em março ultrapassou 7 milhões de veículos, o metrô chegou tarde, foi entregue somente em 1974, quando entrou em operação o trecho de sete quilômetros, com sete estações, entre o Jabaquara e a Vila Mariana, e desde então cresceu. Pouco.
Até mesmo cidades menores do que São Paulo possuem sistemas bem melhores. É o caso de Barcelona, na Espanha, que oferece aos seus cerca de dois milhões de habitantes 148 estações de metrô - número duas vezes e meia maior de estações que o da capital paulista para um contingente populacional de apenas 20% do contingente paulistano.
Acredito fielmente que o senhor Geraldo Alkimin não saiba de tal atitude. Isso é desses canalhas que infestam o governo com seus restos de ditadura. Acreditam que são os "deuses" do poder e estão sempre certos. Fui censurado em pleno século XXI. Mas, digo uma coisa. Se houver pressão para minha saida da rádio, vou fazer tanto barulho que é possivél um escandâlo para a figura do atual governador.
domingo, 17 de abril de 2011
Indulto

A páscoa esta chegando. Mais uma comemoração católica onde colocaremos nas ruas milhares de marginais prontos para assaltar e assassinar quem entrar em sua frente. Não conheço nada do nosso código penal. Nunca estudei legislação e muito menos os direitos que essa corja possui. O que sei é do meu, do seu, do nosso direito à vida. Sei definir o bem do mau, o certo do errado e sei que meu direito termina quando começa do outro.
Mas isso se perdeu nesse país das impunidades, das falcatruas, dos desvios de dinheiro público. Se perdeu antes mesmo de se tornar um país. Somos resultado de atitudes covardes por parte dos nossos governantes, dos nossos legisladores. Claro que esses políticos que elegemos não querem uma punição de verdade. Afinal, quem gosta de ser cortado com a própria faca?
Falei no inicio da páscoa já pensando no indulto que milhares marginais que latrocidaram famílias inteiras. Roubaram muitas vezes não só o dinheiro de quem economizou, ralou, suou para ter. Mas roubaram sonhos de conquistar o automóvel novo, a festa do casamento ou até mesmo a compra do mês. São esses “católicos” que a justiça esta prestes a soltar mais uma vez.
Em nenhuma parte do mundo, digo NENHUMA mesmo, tem esse beneficio. Já não esta de bom tamanho o não cumprir a pena na sua integralidade? Afinal o preso cumpre somente 1/6 da pena aplicada e segue em regime de livramento condicional. Só para ter uma idéia, se o marginal preso por assalto a mão armada e for condenado a 5 anos e 6 meses, ele ira cumprir 1 ano e 10 meses e então estará pronto para voltar as suas “atividades”. Entende porque existe essa sensação de impunidade? Porque na realidade NÃO existe punição. Alguns dizem que falta policiamento. Não acredito. Acho que a policia hoje faz um trabalho de “secar gelo”. Eles prendem e nossos legisladores soltam.
Vejo diariamente os telejornais explorarem ao máximo a tragédia familiar. Donas de casa chorando a morte de filhos. Das câmeras flagrarem um “dimenor” atirando na cabeça de um universitário pelo simples fato de ter fechado o portão de casa. Marginais fugitivos dos indultos oferecidos pelos nossos parlamentares, matando meninas adolescentes pelo simples fato de gostar da vitima e não ser correspondido. Jovem morto em frente uma universidade porque o namorando ciumento achou que estavam mexendo com sua amada.
Enfim... o que vejo são IMPUNIDADES. Vejo um congresso covarde, ausente, inerte. Digo isso para não dizer CONIVENTE com o genocídio que vem acontecendo nas grandes cidades. Me sinto a presa esperando ser abatido em qualquer um semáforo.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Quero somente o essencial

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade... Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Que País é Esse?
A Human Rights Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos, criticou duramente os atos impunes na justiça brasileira. Segundo a ONG, os abusos aos direitos humanos no Brasil
são significativos, pois no país há muita impunidade e há ainda a falta de acesso à Justiça. Afirmou ainda que os policiais são muito corruptos e que as condições das prisões brasileiras são muito ruins. Primeiro, discordo que os policiais são corruptos.Não se pode julgar a corporação por uma dúzia de má policiais. Segundo, prisões são chamadas de “penitenciárias”. Isto é, para ser penitenciado, cumprir penitencia ou para ser mais claro, ser punido. O marginal não esta em colônia de férias! O que me deixa indignado é a defesa quase que paternal das pessoas que se dizem a favor dos direitos humanos. E o direto à vida das vítimas desses marginais?
Estou escrevendo tudo isso porque ontem perdi mais ainda minha fé nessa instituição. Perdi a fé nas leis que regem esse país. Perdi a fé nos homens que governam essa nação. Assistindo o telejornal, vi que a luta de uma mãe, pobre, analfabeta e catadora de papel e latinhas nas ruas de Recife no estado de Pernambuco para sustentar a família, foi em vão.
Maria Luiza do Nascimento, comemorou muito quando soube que seu filho, Alcides do Nascimento Lins, ha
via passado em Biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco em 2007. Algo que foi documentado com matérias em vários telejornais e orgulho pela forma de inclusão social. Alcides se tornou “garoto propaganda” do governo pernambucano e seu rosto ficou conhecido em outdoors espalhados pela cidade.Acontece que no último sábado (6), o jovem estudante, que se formaria esse ano, foi morto com dois tiros na cabeça. Os marginais estavam procurando um outro individuo, como não encontraram, para não perder a “viagem”, resolveram executar Lins por puro prazer. E sabe o que é mais doloroso? Não vão achar os criminosos, não estão nem ai para quem era Lins ou para quem é Dona Maria Luiza. Cairá no esquecimento e se tornará estatística da criminalidade.
O caso é que a Justiça brasileira é cega até demais! Cega, surda, muda e acima de tudo, burra ! Parece que ninguém é punido. As prisões vivem lotadas e quem comanda dentro das cadeias são os bandidos. Trabalhadores, que lutam sol a sol, dia a dia, não tem condições de ter um aparelho de celular porque sua prioridade é colocar comida na mesa e vestir suas crianças.
Os governantes deveriam olhar para baixo já que esse ano é eleitoral. Chegou mais uma oportunidade de dizer “BASTA”. Chegou nossa hora de dar o troco e mostrar de quem é esse país. Não votem naqueles que não cumpriram suas promessas, não votem em quem tem acima de dois mandatos e não fizeram absolutamente nada e acima de tudo, não votem naqueles que tem pendências com a justiça. Não elejam criminosos. Vamos fazer a faxina de cima para baixo!
Fica aqui minha indignação à morte de Alcides do Nascimento Lins. Brasileiro, batalhador, guerreiro e acima de tudo... gente! Mas que cairá no esquecimento em poucas semanas.
Quem dita a regra?
Na boa, não consigo engolir o que os grandes veículos de comunicação vem fazendo nas últimas décadas. De verdade! Parece que a televisão virou a referência para tudo. É a “dona da verdade”, esta acima do “bem e do mau”. E quer a real? Não esta!

A televisão dita hoje em quem votar, quem é culpado ou inocente, faz o papel do advogado do diabo. Tudo isso com interesses pessoais. Claro que para a maioria que esta lindo isso agora, é como chover no molhado. Mas não estou aqui detonando tudo o que ela representa. Sei que há a parcela de contribuição e até mesmo é a única forma de informação que chega a milhares e milhares de lares espalhados por esse Brasil de meu Deus.
Mas algumas coisas me deixam puto da vida. Posso parecer moralista, e acho que para certas coisas sou mesmo, sabe? Um moralista idiota. Não sei.
Vejo muitas vezes a televisão, com suas novelas, tentando empurrar goela abaixo alguma tendência. Não cola! Pra mim isso não cola. Vou usar dois assuntos que são mais próximos de mim pra chegar onde quero: tatuagens e roupas. Sim, tudo bastante superficial. Tatuagem, pra mim, é tiração de onda.
Sempre foi, sempre será! Acho bonito e claro, pra mostrar pros outros. É estranho como as pessoas ficam desesperadamente procurando significados pra tatuagens. Por que tatuagens necessariamente tem que significar alguma coisa, né? Juro que não entendo quem foi o imbecil que estabeleceu isso, mas tudo bem.
Me sinto bem indo em uma boate, bar, praia, festa mostrando a minha tatuagem. É adequado. Quando estou na rua, sei lá, fazendo compras, também. Nunca sofri discriminação por causa disso. Mas, por incrível que pareça, não me sinto bem mostrando minha tatuagem em: centros religiosos, alguns ambientes de trabalho, como as escolas que leciono prática de locução (aqui na Kiss é tranqüilo). E não me sinto pelo simples fato de que não vou a esses lugares pra tirar onda. Vou por motivos específicos e fim. Camiseta regata não é comigo. Ficar mostrando o sovaco é nojento! Bermudas, só quando estou em casa ou de férias no litoral. Fora isso, jeans e camiseta T-Shirt.
Com certeza vai ter gente defendendo criaturas que se vestem com microvestidos em universidades e que claro, “Brasil país do carnaval, como as pessoas podem ser tão moralistas? e mimimi…” … “por que o direito das mulheres serem sexualizadas e blablabla… mulher também pode ter desejo”… entre outras trilhões idiotices que li por aí, eu, em todo o meu moralismo, imbecilidade e machismo ainda acho que falta uma boa dose de BOM SENSO para muita gente nesse mundo.
Acho de uma sacanagem tão grande essas pessoas que acham que todo mundo tem que aceitar o que elas tem pra oferecer goela abaixo por que senão vão ser taxadas de moralistas/hipócritas/racistas/preconceituosas/fascistas e por ai vai.
Se for seguir esse pensamento, as ruas viraram passarela do samba? Um sambódromo? Sim! Quer dizer que posso andar peladão na rua de boas e todos terão que aceitar? Me tratar como igual? Tá escrito onde? Desde quando? Quem disse/ensinou/mostrou?
Outra coisa. Sei que isso vai gerar mais polemica, mas, não seria eu mesmo se não escrevesse. Já que estamos falando de aceitação. Juro pra você que não sou homofóbico, mas, acho que tudo que foge do comum, deveria ser velado. Falo isso pelo fato de ver homens e mulheres com seus parceiros a beijos calientes em metrô, ônibus e tantos outros lugares. A aceitação da sociedade, vai além de mostrar publicamente a sua preferência sexual, entende? Hoje conseguimos identificar um casal homossexual só de olhar. Então, como qualquer outro moralista, que tal um “pegar leve”, ainda mais quando há crianças que estão começando a entender um pouco desse nosso mundo tão louco. Mais uma vez, é a televisão tentando quebrar alguns tabus inquebráveis.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Hugo Chaves outra vez

Os 96 trabalhadores do complexo conseguiram se salvar, segundo as autoridades venezuelanas.
O ministro do Petróleo e Energia Rafael Ramirez disse em seguida à TV estatal que o acidente não causará danos ao meio ambiente local.
"Compreendemos que isso é uma situação de alto risco. Trata-se de uma instalação grande e complexa, mas nos acompanham empresas especializadas em operações off-shore, e que nos asseguraram que não existe a possibilidade técnica de um escapamento de gás", explicou Ramírez.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Welcome to circus

Vou confessar uma coisa. Tento de verdade acreditar que esse mundo terá jeito, tento mesmo! Mas, me sinto tão idiota, tão infantil, tão utópico. E olha que sou meio “São Tomé”, só acredito quando vejo com meus próprios olhos. Fiquei imaginando como será nosso país daqui a 10, 20, 30 anos. Quantas pessoas “do bem” terão deixado seu legado para trás sem ao menos colher os frutos dos seus esforços.
Me enviaram um e-mail com um poema atualíssimo! E claro, divido com você.
Gandhi esta morto...
Lennon, Luther King, Chico Mendes
O estudante chinês na Praça da Paz Celestial...
Vozes clamando reforma agrária, sindicalistas e militantes tantos
Denunciando holdings, corrupção e desmatamento
Nações indígenas dizimadas
Incontáveis desaparecidos na calada da noite
Nos porões da ditadura militar em tempos idos
Na Amazônia covas de indigentes
Sem vestígios sepultam a Guerrilha do Araguaia
Geraldo Vandré sem paradeiro esquecido
Em boatos louco, desterrado, inválido
O Papa sofrendo atentado
Outrora apóstolos perseguidos, martirizados
Cristãos nas arenas romanas
Sócrates bebendo cicuta...
Jesus Cristo, quanta gente!
Valores invertidos
O mundo de pernas pro alto
Eu pregando sozinho na praça
Alardeando ao som do bumbo
Armando meu circo
No picadeiro berrando
Nas arquibancadas
Gatos pingados, desocupados
Jogando pipocas prum macaco...
As pessoas têm me decepcionado...
Não se importam com nada
Usam máscaras e dissimulam
No entanto não representam personagem algum
Sendo elas mesmas, estão mais fantasiadas que o pierrô e a colombina
O Arlequim com bandolim
O palhaço trapezista
Na bolsa
Carregam uma escopeta...
Nesse circo do dia a dia
Os animais enjaulados
Somos nós
Famintos, ferozes
Traiçoeiros
Amestrados
Exóticos, causamos estranheza
Se nos encaramos no espelho
O que se dirá aos outros?
A curiosidade atrai
Público ao nosso circo
Espanto e perplexidade
Olhos esbugalhados mirando
Boquiabertos
Nossos atos...
A platéia ri de nós
Comendo algodão doce
Estourando balão de gás
Atirando pipoca
Nosso show:
Querer mudar os fatos
Dum mundo
Para eles abstrato...
Tão abstrato
Quanto o sangue derramado
De tantos mártires
Homens de paz
Ou de tantas criaturas
Que nem podemos mais chamar de gente
Dormindo debaixo de marquises ou pontes
Aos maltrapilhos, imundos
Comendo restos de lixo
Disputados com ratos
Geram crianças
Que diria-se a esperança do mundo
O riso, o sonho e a pureza
O encanto de nossa poesia
À beira de esgotos
Futuros mendigos graduados
Como pedintes no trânsito
Aliciados pelo tráfico
São números para os matemáticos
Do Estado burocrático
O Décimo Quarto DPO chaciná-los
É mais fácil...
Basta uma ordem
Vindo da alcova do Poder
Engendrado pelo Diabo
Ninguém se importará com nada
Eram problemas para a sociedade
Drogados, usuários de cola de sapateiro
Vendedores de craque, maconha e cocaína
Trombadinhas, mal elementos
Mantidos ao custo do vício
Dos estudantes da Pontifícia Universidade Católica
Sócios do Golf Club
Que passam férias na Disney
Vestem Giorgio Armani
Andam de BMW
Moradores dos condomínios
Da Gávea, Barra
Ipanema, Leblon...
Que almoçam no Plataforma I
Jantam no Porcão
Filhos burgueses da Besta:
Os Senhores do Poder
Que deram a ordem de extermínio...
Essas coisas, caros irmãos mambembes
Não causam espanto
Perplexidade, estranheza
À platéia que vêm ao nosso circo
Tão somente o que os atrai
Ao espetáculo
É ver-nos e rirem de nós
Os Don Quixotes da nova era
Tentando mudar os fatos
Dum mundo abstrato
Banalizado
Enquanto a lona incendeia...
E onde o concreto
É o dinheiro
Que podem ter no bolso
Status e ego inflamado
Ser melhor que o outro
Mais esperto
De resto...
Nada...
O circo já pegou fogo!
(Rob Azevedo)
Que país é esse?
A impunidade no Brasil é como uma doença crônica, sem cura e até mesmo sem vacina. Sei que é um assunto muito debatido em protestos, porém nunca resolvida. Muitos fazem crítica a este erro inaceitável do poder público, mas parece que estamos longe de alcançarmos o direito de vermos punidos aqueles que assolam a sociedade.
A Human Rights Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos, criticou duramente os atos impunes na justiça brasileira. Segundo a ONG, os abusos aos direitos humanos no Brasil são significativos, pois no país há muita impunidade e há ainda a falta de acesso à Justiça. Afirmou ainda que os policiais são muito corruptos e que as condições das prisões brasileiras são muito ruins. Primeiro, discordo que os policiais são corruptos.
Não se pode julgar a corporação por uma dúzia de má policiais. Segundo, prisões são chamadas de “penitenciárias”. Isto é, para ser penitenciado, cumprir penitencia ou para ser mais claro, ser punido. O marginal não esta em colônia de férias! O que me deixa indignado é a defesa quase que paternal das pessoas que se dizem a favor dos direitos humanos. E o direto à vida das vítimas desses marginais?
Estou escrevendo tudo isso porque ontem perdi mais ainda minha fé nessa instituição. Perdi a fé nas leis que regem esse país. Perdi a fé nos homens que governam essa nação. Assistindo o telejornal, vi que a luta de uma mãe, pobre, analfabeta e catadora de papel e latinhas nas ruas de Recife no estado de Pernambuco para sustentar a família, foi em vão.
Maria Luiza do Nascimento, comemorou muito quando soube que seu filho, Alcides do Nascimento Lins, havia passado em Biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco em 2007. Algo que foi documentado com matérias em vários telejornais e orgulho pela forma de inclusão social. Alcides se tornou “garoto propaganda” do governo pernambucano e seu rosto ficou conhecido em outdoors espalhados pela cidade.
Acontece que no último sábado (6), o jovem estudante, que se formaria esse ano, foi morto com dois tiros na cabeça. Os marginais estavam procurando um outro individuo, como não encontraram, para não perder a “viagem”, resolveram executar Lins por puro prazer. E sabe o que é mais doloroso? Não vão achar os criminosos, não estão nem ai para quem era Lins ou para quem é Dona Maria Luiza. Cairá no esquecimento e se tornará estatística da criminalidade.
O caso é que a Justiça brasileira é cega até demais! Cega, surda, muda e acima de tudo, burra ! Parece que ninguém é punido. As prisões vivem lotadas e quem comanda dentro das cadeias são os bandidos. Trabalhadores, que lutam sol a sol, dia a dia, não tem condições de ter um aparelho de celular porque sua prioridade é colocar comida na mesa e vestir suas crianças.
Os governantes deveriam olhar para baixo já que esse ano é eleitoral. Chegou mais uma oportunidade de dizer “BASTA”. Chegou nossa hora de dar o troco e mostrar de quem é esse país. Não votem naqueles que não cumpriram suas promessas, não votem em quem tem acima de dois mandatos e não fizeram absolutamente nada e acima de tudo, não votem naqueles que tem pendências com a justiça. Não elejam criminosos. Vamos fazer a faxina de cima para baixo!
Fica aqui minha indignação à morte de Alcides do Nascimento Lins. Brasileiro, batalhador, guerreiro e acima de tudo... gente! Mas que cairá no esquecimento em poucas semanas.
Minhas Promessas
Mais um ano começa e é tempo de renovar as promessas feitas para nós mesmos e não cumprimos. “Esse sera diferente!” - É a frase usada por estes dias, pelos menos nos trinta primeiros dias. Faz-se prognósticos, promessas e claro que também entro no clima. Hoje parei pra pensar o que devo incluir e excluir da minha rotina, tanto que organizei uma lista do que entra e o que sai. Bora lá!
Vou cuidar mais do corpo e da mente. Musculação e natação estão dentro, sem esquecer os livros que estão empilhados na mesinha do quarto esperando a minha atenção. Quero mais tempo para o ócio, tempo para não fazer absolutamente nada. Quero ter mais paciência - prometo não me irritar com o trânsito de São Paulo as 18h das Marginais (Tietê e Pinheiros)... não tem valido a pena.
Vou dirigir menos e caminhar mais. Adoro viajar! Quero poder fazer a passeio, porque a trabalho já faço isso constantemente. O foda dessas viagens à trabalho é que nunca conheço nada! Continuarei dedicado ao meu trabalho de comunicador, isso entra! Mas quero trabalhar menos. Não vou permitir que ele me roube certos tempos, como tem acontecido. Deixei de ver pessoas maravilhosas por conta do corre-corre dos “freelas” que rolam foram da rádio...isso sai!
Escrever mais e buscar melhorar nas coisas que escrevo. Sei, sei...ninguém é perfeito, mas já cometi cada erro (tanto de “analize” quanto de português). Vou buscar me aperfeiçoar...isso entra.
Tentar ganhar algum pudor. Confesso que tenho a boca suja pra caramba e falo o que acho sem nenhum “filtro”. Tentar me comportar... isso entra. Outra coisinha que tem obrigação de entrar nessa lista...abandonar preconceitos – alguns ainda insistem me acompanhar.
Tatuagem. Eu quero mais uma e aumentar a que tenho no braço...isso entra
Descomplicar. Curtir mais minha casa e a minha família. Apreciar a lua. Ela é sempre inspiradora. Outro dia viajando (olha ai a viagem viu?) de ônibus para Jaú (interior de SP) a noite, fui um bom tempo pensando na vida e olhando aquele céu maravilhoso, estrelado e com uma lua cheia, maravilhosa reinando absoluta na madrugada.
Ter menos pressa. Desacelerar. Aprender a dançar, aprender a cantar e com certeza, aprender a tocar violão...puts, como gosto do som do violão! Deliciar-me com as minhas músicas preferidas. Mudar o visual...isso também entra...oras, porque não?
Concluir aquele projeto. Qual? Os que estiverem pendentes. Conviver mais com os amigos. Quero ir em um luau... nunca fui! Aproveitar o que São Paulo tem de bom. Surpreender-me. Resignar-me com o que não tem mais jeito... isso estão dentro!
Modificar o que me deixa indignado. Aguçar minha sensibilidade. Curtir os afetos. Passar mais tempo com meus dois sobrinhos que amo muito. Fugir dos rancores. Também quero inovar. Terminar a faculdade de jornalismo e fazer aquele curso que vai me dar prazer... também estão dentro da lista.
Ir mais ao cinema e assistir boas peças teatrais. Assistir, novamente, e tantas vezes quantas forem possíveis, “Trair e coçar é só começar”... sai da sala leve de tanto rir...
Hum...acho que já está de bom tamanho. São promessas. Eles servem para transmitir segurança. Mas não tenho nenhuma certeza sobre o cumprimento delas, pelo menos de todas. Não há problema. Isso não assusta. No final de 2010, volto a prometer.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O rabo balança o cão.

Essa foi uma semana para entrar para a história. É "pizza" lá no senado e a indigestão afetou toda a sociedade.
As maracutaia da família Sarney não são mais novidade. Tem um dito no meio jornalístico que diz QUE NÃO É NOTÍCIA QUANDO UM CÃO MORTE UM HOMEM, MAS QUANDO UM HOMEM MORDE UM CÃO. Suplicy foi o homem e Sarney foi o cão.
O Senador do PT pelo Estado de São Paulo protagonizou ontem na tribuna do maior circo nacional, o qual faz parte, mais um espetáculo horrendo neste picadeiro em que se tornou este País.
Como se tivesse acordado (atrasado) para o trabalho, o senador deu cartão vermelho ao presi
dente do circo, ops. do Senado e ainda encarou o colega Demóstenes Torres ao ser questionado porque não "avermelhou" o língua presa barbudo.
Entrando na onda do parlamentar Suplicy, todos os brasileiros deveriam estar fora dessa partida. É mais que o momento de todos nós pararmos e pensarmos bem; usando a expressão do próprio Lula, “nunca antes na história desse País” se fez tão urgente à necessidade de mudanças radicais! Muito se fala e pouco se faz.
Quando houve o impeachment do ex-presidente Collor, achávamos que o país já estava no fundo do poço e dali seria somente subida. Engano! O fundo do poço ficou há tempos muito acima de nós. Estamos inertes, paralisados, amedrontados e pior, sem saber como agir. Nossos políticos tentam minar o ultimo zagueiro defensor da Constituição, o jornalista. De maneira covarde arrancam à obrigatoriedade do diploma numa tentativa de desmoralizar o profissional sério, investigativo e denunciador.
A Sociedade Or
ganizada está toda comprada. O movimento estudantil, que tanto fez parte da política brasileira sendo uma das principais vozes na luta contra a ditadura, vendeu-se, silenciou-se a troca de migalhas. Movimentos sindicais foram para o mesmo caminho e cadê os novos Chicos Buarques, Herzogues, Vanucci´s. Os verdadeiros pensadores fingem-se de mortos e os artistas se amordaçam com a ajuda da lei de incentivo a cultura. E o povo comum, a dona de casa, o trabalhador braçal, o motorista, o que pensam de tudo isso? Nada! Estão mais interessados na final do BBB ou da Fazenda e na fuga da realidade cotidiana. Porém, esse pensamento é tão vão! A realidade está bem ali, na esquina das casas de todos nós; no semáforo, com o garoto que vende bala; na criminalidade cada vez mais exorbitante; na saúde pública deficitária; na educação carcomida e necessitada de mudanças drásticas, enfim... parafraseando o presidente... A LUTA CONTINUA CARO LEITOR.
sábado, 27 de junho de 2009
Vinte anos e nada mudou
para nossa tristeza, quando estávamos deixando para traz toda sujeira dos militares, nos deparamos com o pior politico do século. José Sarney.
Com a morte de
Tancredo Neves (tenho também minhas dúvidas se seria realmente bom para nosso país), o Brasil perdeu a chance de ser chefiado por alguém considerado um estadista competente. Mas, ao invés disso, fomos premiados com a figura que mais colaborou com os "milicos" e jogou nossa nação no limbo.É claro que para tudo que vem sendo revelado (atos secretos, super salários para acessoristas e multiplicação de mordomias), o presidente do senado defende-se dizendo que a crise não é dele e sim da casa, do senado.
Assim fica fácil. Como todo bandido que é flagrado com a boca na botija dizendo que a culpa é da sociedade pela má sorte, Sarney culpa seus pares pela descoberta das suas pilantragens.
O que mais me deixa indignado é a declaração do seu defensor - O ilustre presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Mais uma vez, Lula sai em defesa do que é errado, do que é vergonhoso, do que tem de pior na política brasileira. Sim! na política brasileira. Em nenhum canto do mundo o crime do colarinho branco compensa tanto.
Pois então, o senhor Lula declarou que "o senador tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse um pessoa comum".
Mais uma vez, o nosso presidente traz a tona o apartheid social que vivemos. Sempre escrevi aqui que o Brasil é deveria ser em plural - Brasis.

Existe um Brasil onde cada um de nós, pessoas comuns, trabalhadores, sonhadores, vivemos e buscamos melhorar em todos os sentidos. Pessoal, profissional, sentimental e etc. E o "brasil", assim mesmo, com "b" minúsculo, pequeno, restrito e isolado. Esse "brasil" é dos nossos parlamentares safados, canalhas, ladrões e mentirosos.
Outro dia fiquei vendo um cão na rua em círculos, correndo atrás do próprio rabo. É assim que vejo os nosso parlamentares. Fazem suas sujeiras e depois, ficam como o cão, correndo atrás do prejuízo
Nós, cidadãos comuns, lembramos aos nosso funcionários - sim, pagamos para os serviços (de má qualidade) que nos prestam - que o artigo 5° diz o seguinte: "TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE QUALQUER NATUREZA" e ponto.

